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Política

Técnicos administrativos em educação fecham a entrada do Campus Politécnico em manifestação

Ato faz parte de ações para pressionar a mesa de negociação com o governo que acontece nesta terça (11)

Curitiba (PR) |
TAEs durante manifestação unificada de luta pela educação pública. - Foto: Atila Alberti

Na manhã desta terça-feira (11), técnicos administrativos em educação (TAEs), docentes e estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) realizaram um ato na entrada do Campus Politécnico, bloqueando a entrada para chamar a atenção de professores e alunos para as reivindicações da categoria. Este dia foi marcado como um dia nacional de luta dos TAEs, em virtude das negociações em curso entre os sindicatos da categoria e o governo.

"O 'trancaço' no Centro Politécnico fez parte da mobilização de greve dos três segmentos neste dia da 6° mesa de negociação permanente do governo com Fasubra e Sinasefe, para pressionar pelo avanço por parte do governo nas negociações. Vimos apoio e solidariedade da maioria das pessoas que chegaram ao local. Foi realizado piquete unificado nos portões do campus da universidade", relata Marcello Locatelli, membro da diretoriado Sinditest-PR.

Na segunda-feira (10), os TAEs também protestaram na sede do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) em Curitiba, para cobrar apoio do presidente Lula e da ministra Esther Dweck para a valorização da categoria. Durante o ato, a superintendente regional do MGI no Paraná comprometeu-se a defender a pauta dos TAEs em Brasília.

Em greve há 90 dias, os TAEs se reúnem na tarde desta terça-feira (11) com representantes do MGI para discutir impasses das propostas salariais. A categoria pede um aumento salarial em três parcelas de 10,34% para os anos de 2024, 2025 e 2026. Em contrapartida, o MGI propôs um reajuste de 9% em 2025 e 3,5% em 2026, alterando sua oferta anterior de 5% em 2026.

As negociações continuam sem consenso, enquanto os TAEs mantêm a greve e suas manifestações para pressionar por melhores condições salariais e valorização profissional.

 

Edição: Mayala Fernandes